
No pacato bairro de Vila Isabel, no Rio de Janeiro moram a familia Chagas. Sr Chagas tem um dia de cão e chega em sua casa, exausto e se depara com Sra. Chagas, com aquele ar de desespero e logo se apavora e indaga:
- O que aconteceu?
A tez franzida e preocupada dele demonstrava que algo inesperado mas certamente iminente havia finalmente ocorrido. Aquele medo que sempre o assolava finalmente se apresentava em sua vida...
Sua menina, sua protegida, encontrava-se no caminho da danação, completa perdição. Sua tão amada prole entregue aos braços da volúpia, destruindo a infância em prol das linhas acentuadas trazidas pela juventude.
A mulher nascia!
A vênus começava a lançar seus ares ao redor daquele corpo que antes era meramente um leve suspiro com cheiro a leite.
- Aconteceu Guto!
- Mas o quê, diga! Quem foi? Como foi? Onde está a Agnes?
- Ela está no quarto. Ainda um pouco arrependida, quero dizer, pelo menos é o que aparenta meu amor.
- Meu Deus! Como pôde acontecer isso com ela. Como ela fez isso comigo?
- Como assim contigo? Será que estou ficando louca ou você, o pai dela está se sentindo traído?
- Não diga asneiras, Clarice!
- Você está falando de um jeito estranho! Parece que ela não poderia ter feito isso, não sem você saber.
- Ela é minha... minha filha!
- Isto está virando monstruoso! Onde já se viu falar assim, se sentir assim? Ela apenas...
- Nao diga isso!!!!
Ele interrompeu Clarice como se ela fosse falar a coisa mais abominável do mundo. Mas Clarice não resistiu e prosseguiu.
- Guto! Ela deu... Nada além disso! Ela deu, se arrepende por ter dado, se sente uma traidora e agora eu sei por quê! Você! Sim, você se sente o dono dela!
- Clarice, não fale uma coisa dessas!
- Falo sim! Falo o quanto quiser Guto. Afinal de contas ela também é minha filha, e se ela deu eu também tenho que me preocupar com as conseqüências disso.
- Eu não sei Clarice. Nem imagino como iremos resolver isso. Agnes deu e nem pensou no que poderia acontecer depois. Será que ela não imagina o quanto significava isso para a gente?
- Um rádio nos dias de hoje Guto, não significa tanto quanto uma televisão. Poderia ter sido muito pior se ela tivesse dado tudo. Imagine!
- Vamos conversar com ela, Clarice! Vamos resolver isso de uma vez por todas.
- Agnes não poderia ter dado assim, não sem a gente ficar sabendo! Ai Guto, imagine o que nos espera no futuro, se ela dá um rádio escondido!
- Da próxima vez vai que ela resolve dar alguma coisa que seja mais valiosa?
- Nem sei! Mas não Guto, ela não é tão doidivanas assim Da cintura pra baixo, acho que ela falaria comigo antes! Bom pelo menos eu espero né!?
- Ela puxou a você! Dá tudo, nem se preocupa em vender ou achar outra solução!
- Voce diz isso por eu ser boa católica. Se eu fosse judia não dava nada! Vendia! Ora veja...
...
Pensou que ela deu!
O que voce queria que ela tivesse dado?
Achou que o Guto era o quê? Agnes é filha dele!
Mas no fundo você queria que eu tivesse escrito isso né... Pai ... Filha...
Que mãe desligada!
Mulher desocupada e nem imaginava que a filha estaria dando... Voce achou logo que a mãe era uma incompetente! Confessa, vai!
Em homenagem a Genival Lacerda...
Indecente!
- O que aconteceu?
A tez franzida e preocupada dele demonstrava que algo inesperado mas certamente iminente havia finalmente ocorrido. Aquele medo que sempre o assolava finalmente se apresentava em sua vida...
Sua menina, sua protegida, encontrava-se no caminho da danação, completa perdição. Sua tão amada prole entregue aos braços da volúpia, destruindo a infância em prol das linhas acentuadas trazidas pela juventude.
A mulher nascia!
A vênus começava a lançar seus ares ao redor daquele corpo que antes era meramente um leve suspiro com cheiro a leite.
- Aconteceu Guto!
- Mas o quê, diga! Quem foi? Como foi? Onde está a Agnes?
- Ela está no quarto. Ainda um pouco arrependida, quero dizer, pelo menos é o que aparenta meu amor.
- Meu Deus! Como pôde acontecer isso com ela. Como ela fez isso comigo?
- Como assim contigo? Será que estou ficando louca ou você, o pai dela está se sentindo traído?
- Não diga asneiras, Clarice!
- Você está falando de um jeito estranho! Parece que ela não poderia ter feito isso, não sem você saber.
- Ela é minha... minha filha!
- Isto está virando monstruoso! Onde já se viu falar assim, se sentir assim? Ela apenas...
- Nao diga isso!!!!
Ele interrompeu Clarice como se ela fosse falar a coisa mais abominável do mundo. Mas Clarice não resistiu e prosseguiu.
- Guto! Ela deu... Nada além disso! Ela deu, se arrepende por ter dado, se sente uma traidora e agora eu sei por quê! Você! Sim, você se sente o dono dela!
- Clarice, não fale uma coisa dessas!
- Falo sim! Falo o quanto quiser Guto. Afinal de contas ela também é minha filha, e se ela deu eu também tenho que me preocupar com as conseqüências disso.
- Eu não sei Clarice. Nem imagino como iremos resolver isso. Agnes deu e nem pensou no que poderia acontecer depois. Será que ela não imagina o quanto significava isso para a gente?
- Um rádio nos dias de hoje Guto, não significa tanto quanto uma televisão. Poderia ter sido muito pior se ela tivesse dado tudo. Imagine!
- Vamos conversar com ela, Clarice! Vamos resolver isso de uma vez por todas.
- Agnes não poderia ter dado assim, não sem a gente ficar sabendo! Ai Guto, imagine o que nos espera no futuro, se ela dá um rádio escondido!
- Da próxima vez vai que ela resolve dar alguma coisa que seja mais valiosa?
- Nem sei! Mas não Guto, ela não é tão doidivanas assim Da cintura pra baixo, acho que ela falaria comigo antes! Bom pelo menos eu espero né!?
- Ela puxou a você! Dá tudo, nem se preocupa em vender ou achar outra solução!
- Voce diz isso por eu ser boa católica. Se eu fosse judia não dava nada! Vendia! Ora veja...
...
Pensou que ela deu!
O que voce queria que ela tivesse dado?
Achou que o Guto era o quê? Agnes é filha dele!
Mas no fundo você queria que eu tivesse escrito isso né... Pai ... Filha...
Que mãe desligada!
Mulher desocupada e nem imaginava que a filha estaria dando... Voce achou logo que a mãe era uma incompetente! Confessa, vai!
Em homenagem a Genival Lacerda...
Indecente!

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